Literatura e identidade cultural latino-americanas: o México de Juan Rulfo

  • Paulo Ferraz de Camargo Oliveira
Palavras-chave: Juan Rulfo, Revolução Mexicana, Literatura latino-americana, Identidades culturais, História e ficção

Resumo

O percurso intelectual latino-americano do século XX foi marcado, entre outros elementos, por uma busca de configurações identitárias que passaram pela criação de discursos culturais e políticos, muitos dos quais foram mediados pela literatura ficcional, com o consequente esfumaçamento das fronteiras entre ficção e história. É nesse sentido que o presente artigo visa analisar parte da obra do escritor mexicano Juan Rulfo, autor do romance Pedro Páramo (1953) e do livro de contos Chão em chamas (1955), à procura das formas com as quais o autor representou a realidade histórica do México em sua produção ficcional e de como lidou com a questão da elaboração identitária. Para isso, faz-se uma breve análise histórica das construções ideológicas sobre a América produzidas fora do continente, pautadas por visões estereotipadas dos povos e paisagens americanos. Essa análise é importante, na medida em que tais construções influenciaram as próprias produções culturais e políticas latino-americanas, sobretudo em relação aos indígenas, transformados em depositários de projetos e manifestações culturais e políticas de distintos grupos sociais de diversos países da América Latina, incluindo o México.

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Biografia do Autor

Paulo Ferraz de Camargo Oliveira
Graduado em História pela USP. Mestre em História Social pela USP. E-mail: anjinho.usp77@gmail.com
Publicado
2016-12-15
Seção
Artigo Livre