Des-re-territorialização e resistência Xavante o retorno à Terra Indígena Marãiwatsédé

Main Article Content

Aumeri Carlos Bampi
Mara Maria Dutra
Carlos Alberto Franco da Silva
Jeferson Odair Diel

Resumo

Descreve-se o desapossamento e desterritorialização da comunidade indígena xavante por forças capitalistas e a história para reaver seu território. A Terra Indígena (TI) Marãiwatsédé está situada a nordeste do Estado de Mato Grosso, Brasil, na região do Baixo Araguaia, onde registros indicavam a presença dessa comunidade há mais de três séculos. Após 1960, empreendimentos latifundiários foram implantados e estabeleceram a monocultura de pastagens à pecuária extensiva. Com subsídios estatais, grupos econômicos realizaram a exploração florestal e a abertura de terras sobre o território xavante. Os nativos foram realocados forçosamente com apoio do regime militar. Com essa transferência, muitos vieram a óbito por doenças e depressão, causadas pelo desenraizamento violento. O modo de ocupação capitalista se sobrepôs à territorialidade indígena e a proteção jurídica pelo Estado brasileiro foi negligenciada. Em 2014, após longo processo jurídico, a comunidade xavante retornou ao seu espaço, mas o encontra em estado de alta degradação ambiental.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Article Details

Como Citar
Bampi, A. C., Dutra, M. M., Franco da Silva, C. A., & Diel, J. O. (2018). Des-re-territorialização e resistência Xavante. CAMPO - TERRITÓRIO: REVISTA DE GEOGRAFIA AGRÁRIA, 12(26 Abr.). Recuperado de http://www.seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/37728
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Aumeri Carlos Bampi, UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO

Doutor em Filosofia e Ciências da Educação pela Universidade de Santiago de Compostela. Possui pós-doutorado em Psicologia Social pela USP.

Mara Maria Dutra, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso

Mestre em Ciência Ambientais pela Universidade do Estado de Mato Grosso (2015). Atualmente é professora efetiva do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso, Campus de Confresa. Desenvolve pesquisas sobre a região do Baixo Araguaia / MT - Brasil.

Endereço:

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso

Carlos Alberto Franco da Silva, UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

Mestre e Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Possui pós-doutorado pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor Associado IV da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Geografia Regional, atuando principalmente nos seguintes temas: fronteira agrícola, corporação, rede política territorial, Amazônia, Cerrado, soja e cana.

Endereço:

Programa de pós-graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense. Av. Gal. Milton Tavares de Souza, s/nº - Campus da Praia Vermelha - Boa Viagem

Jeferson Odair Diel, UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO

Doutor em Ciências da Educação pela Universidade Nacional de Cuyo