QUESTIONANDO AS DELIMITAÇÕES CARTOGRÁFICAS DA CULTURA

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Leonardo Luiz Silveira da Silva
Alfredo Costa

Resumo

Partindo da reflexão sobre a natureza híbrida, permeável e dinâmica da cultura, este
artigo traça uma reflexão sobre as possibilidades de sua representação cartográfica.
Declarando a cultura como uma entidade intangível ou mesmo “uma imaginação
coletiva” e tendo como sustento teórico a argumentação de Benedict Anderson
acerca da ideia de nação, analisa-se a hipótese de que a delimitação de elementos
culturais ou da cultura propriamente dita é equivocado. Para tanto, parte do
pressuposto que as representações culturais possuem pretensões totalizantes, não
passando, contudo, de expressões individuais ou de coletividades precisas. O artigo
apresenta ainda os mapas mentais como formas de superar os dilemas da
representação de elementos culturais, desde que os mesmos abandonem a
pretensão da totalidade e se apresentem como expressões da experiência individual
ou de grupos bem delimitados. Neste particular, os mapas mentais não devem
aspirar se constituírem como representações da cultura propriamente dita, que são
essencialmente totalizantes e incompatíveis com as interpretações individuais ou de
grupos restritos

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Artigos
Biografia do Autor

Leonardo Luiz Silveira da Silva, Instituto Federal do Norte de Minas Gerais

Graduado em Geografia (2002) pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especializado (lato sensu) em Gestão de Políticas Sociais (2006) pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG). Mestre em Relações Internacionais pela PUC-MG (2011) e Doutor em Geografia - Tratamento da Informação Espacial (2016) pela PUC-MG. Concluiu estágio Pós-Doutoral (2018-2019) no departamento de Geografia da PUC-MG, sob supervisão do Professor Dr. Alexandre Magno Alves Diniz. Seus temas de interesse estão ligados à Geopolítica, à Geografia Urbana, à Geografia Cultural, ao Pós-Colonialismo e aos Estudos Regionais, com ênfase nos estudos de fronteiras. Foi professor da rede particular de ensino de Belo Horizonte entre 2003 e 2016. Atualmente é professor do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), Campus Salinas.