TERRITÓRIO E TERRITORIALIDADES EM DISPUTA: DA SUBORDINAÇÃO AO CAPITAL AO SISTEMA ALIMENTAR CAMPONÊS

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Camila Ferracini Origuéla

Resumo

Em um contexto em que o sistema alimentar capitalista controla a produção, a distribuição e o consumo de alimentos em escala global, analisar as resistências construídas pelos camponeses, assim como a importância do território e das territorialidades nesses processos, se torna cada vez mais necessário. O objetivo desse artigo é analisar experiências de produção, industrialização e comercialização de alimentos tanto convencional como agroecológico em assentamentos rurais no Rio Grande do Sul. Os procedimentos metodológicos consistiram, além da revisão da literatura, em entrevistas semi-estruturadas com camponeses assentados, membros da coordenação e cooperativas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e membros de instituições estatais. Concluiu-se que os camponeses se reproduzem em diferentes condições, produzindo territorialidades que podem ser subordinadas e/ou autônomas. Ademais, nos casos em que os camponeses constroem territorialidades autônomas temos os alicerces de um sistema alimentar camponês. Nesse sistema, os camponeses, em aliança com os consumidores, determinam através de cooperativas, coletivos e grupos gestores a produção, a industrialização e a comercialização de alimentos agroecológicos. 

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