A PECUÁRIA FAMILIAR E O COMITÊ DE GERENCIAMENTO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CAMAQUÃ: UM ESTUDO DE CASO

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Cibelle Machado Carvalho
Nájila Souza da Rocha
Rafael Cabral Cruz
Leonardo Machado Carvalho

Resumo

No território do Alto Camaquã, há complexidade geológica, déficit hídrico, chuvas
descontínuas e carência no sistema de captação de água, além de predomínio da
pecuária familiar. Qualquer ação de modificação requer conhecimento sobre a
realidade. Desta maneira, o objetivo desta pesquisa foi identificar os possíveis
canais de representação da pecuária familiar do Alto Camaquã no Comitê de
Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã, buscando viabilizar a
construção de políticas públicas que atendam suas demandas específicas. Buscouse compreender e investigar instituições-membro potenciais de representação da
pecuária familiar, além de verificar se é reconhecido como local legítimo para a
construção de políticas públicas para suas demandas. Para responder as questões
de pesquisa e os objetivos deste estudo, fez-se uso de entrevistas, posteriormente,
submetidas à análise de conteúdo. Os resultados desta pesquisa demonstraram
falta de representatividade e desconhecimento da pecuária familiar, além de falhas
nos canais de representação das categorias. Os pecuaristas não reconhecem o
Comitê como um local legítimo para discussões dos seus problemas de gestão de
recursos hídricos. O meio de adaptação, no território do Alto Camaquã, se deve a
uma racionalidade sustentável no manejo das nascentes, porém, vem se agravando
por falta de políticas públicas efetivas.

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Artigos
Biografia do Autor

Cibelle Machado Carvalho, UFSM

Bacharela em Gestão Ambiental (2013) pela Universidade Federal do Pampa. Especialista em Educação ambiental (2015) e Mestre em Engenharia Ambiental (2015) pela Universidade Federal de Santa Maria- UFSM. Atualmente é Doutoranda do Programa de Pós- Graduação em Engenharia Civil - UFSM, com ênfase em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental. Possui experiência com Representações Sociais, Educação Ambiental, Caracterização de nascentes, extensão rural, gestão e aspectos qualitativos dos recursos Hídricos, saneamento, Plano Integrado de Resíduos Sólidos, Gestão e planejamento Ambiental e hidrologia estatística aplicada a não estacionariedade.

Nájila Souza da Rocha, UFRGS

Engenheira Florestal formada pela Universidade Federal de Santa Maria, com ênfase nos estudos de análise ambiental com o uso de Geoprocessamento. Atualmente é doutoranda do Programa de Pós-graduação em Sensoriamento Remoto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no Laboratório de Sensoriamento Remoto Geológico, onde atua nas seguinte linhas de pesquisa: Processos de Transferência Radiativa; Separação de Temperatura e Emissividade. Além disso é Mestre em Engenharia Ambiental - na área de concentração Recursos Hídricos, na Universidade Federal de Santa Maria, tendo como dissertação: Efeitos do aumento da temperatura sobre a disponibilidade hídrica para a pecuária familiar na sub-bacia do Alto Camaquã, RS. Atua nos seguintes Grupos de Pesquisa: Desenvolvimento, Meio Ambiente e Sociedade (UNIPAMPA/GPDEMAS), Gestão de Recursos Hídricos (UFSM/GERHI), Sensoriamento Remoto e Geofísica Aplicada (UFRGS) e Geotecnologias aplicadas à análise ambiental (UFSM). Pesquisadora do Laboratório de Sensoriamento Remoto Geológico (LabSRGeo/UFRGS) e do Laboratório Interdisciplinar em Ciências Ambientais (LICA/UNIPAMPA). Possui experiência nas linhas de pesquisas: sensoriamento remoto aplicado, recuperação de temperatura e emissividade, análises ambientais com uso de geoprocessamento, gestão de recursos hídricos, desenvolvimento regional, agricultura sustentável, educação ambiental e gestão ambiental.

Rafael Cabral Cruz, Universidade Federal do Pampa

Rafael Cabral Cruz concluiu o doutorado em Ecologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 2005. Atualmente é Professor Associado do Campus de São Gabriel, Fundação Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) e atua como professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Santa Maria. Atua em Gestão Ambiental, com ênfase em Gestão de Recursos Hídricos, Estudos de Impacto Ambiental, Zoneamento Ambiental, Análise Integrada de Bacias Hidrográficas. Atua também em Ecologia de Rios e de Áreas

Leonardo Machado Carvalho, UFSM

Discente do curso de Meteorologia