IMPACTOS AMBIENTAIS ANTRÓPICOS COMO MODIFICADORES DA ESTRUTURA E FUNCIONALIDADE DE FLORESTAS ESTACIONAIS SEMIDECIDUAIS NO TRIÂNGULO MINEIRO, BRASIL

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Sérgio de Faria Lopes
Jamir Afonso do Prado Júnior
Vagner Santiago Vale
Ivan Schiavini

Resumo

O crescente processo de fragmentação das florestas estacionais semideciduais tem exigido o desenvolvimento de metodologias que possibilitem obter informações ecológicas em um curto período para os remanescentes naturais. A partir de uma adaptação da matriz de interação de Leopold, este estudo buscou avaliar a influência dos impactos antrópicos em dez fragmentos de florestas estacionais semideciduais localizados no Triângulo Mineiro. Foram utilizados levantamentos fitossociológicos prévios da comunidade arbórea. Foram avaliadas a intensidade, frequência e espacialidade dos seguintes impactos: lixo urbano, trilhas, acessibilidade, estradas internas, presença de gado e corte seletivo de madeira. Análises de regressão testaram a influência da matriz de impacto nos parâmetros ecológicos de riqueza, densidade, área basal, classes diamétricas e grupos sucessionais dos fragmentos. A matriz de impactos conseguiu classificar os fragmentos quanto à perturbação antrópica e esteve correlacionada com alguns parâmetros ecológicos destes fragmentos. Nos fragmentos mais perturbados foi observada a redução de indivíduos das últimas classes de diâmetro e das espécies secundárias tardias, além do aumento significativo de espécies pioneiras. Os resultados obtidos demonstraram a influência da perturbação na estrutura e funcionalidade das florestas estudadas e, que esta metodologia pode ser eficiente para obter informação sobre o estado de conservação dos remanescentes vegetais da região.

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Artigos
Biografia do Autor

Sérgio de Faria Lopes, Departamento de Biologia - Universidade Estadual da Paraíba

Atual Professor Adjunto da UEPB, tem doutorado e mestrado em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais pela Universidade Federal de Uberlândia. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia Vegetal, atuando principalmente nos seguintes temas: Fragmentos florestais, florestas estacionais, mata de galeria, fitossociologia, cerrado.

Jamir Afonso do Prado Júnior, Instituto de Biologia - Universidade Federal de Uberlândia

Doutorando em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais, tem mestrado em Biologia Vegetal pela Universidade Federal de Uberlândia e experiência na área de Ciências Biológicas, com ênfase em Ecologia Vegetal, atuando principalmente com fitossociologia e grupos funcionais de comunidades arbóreas.

Vagner Santiago Vale, Instituto de Biologia - Universidade Federal de Uberlândia

Atualmente é bolsista recém-doutor (PNPD), Pós-Doutorado. Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Uberlândia, mestrado e Doutorado em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais pela Universidade Federal de Uberlândia. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia Vegetal, atuando principalmente nos seguintes temas: Fragmentos florestais, florestas estacionais, fitossociologia, cerrado.

Ivan Schiavini, Instituto de Biologia - Universidade Federal de Uberlândia

Possui graduação em Ciencias Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1980), mestrado em Ecologia pela Universidade de Brasília (1983) e doutorado em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas (1992). Atualmente é Professor Associado III da Universidade Federal de Uberlândia. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia de Ecossistemas, atuando principalmente nos seguintes temas: formações florestais no Cerrado, ecologia de comunidades vegetais, cerrado, ecologia de populações vegetais e diversidade funcional de plantas