GESTÃO E DESCARTE DE RESÍDUOS ELETRÔNICOS EM BELO HORIZONTE: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

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Valdilene S. Siqueira
Denise Helena França Marques

Resumo

Os Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE) apresentam uma das mais elevadas taxas de crescimento do mundo. Diante disso, torna-se imperativo que os seguintes questionamentos sejam feitos: Que destino será dado a esses equipamentos após o fim de sua vida útil? Os consumidores sabem o que estão descartando ao se desfazerem de um equipamento eletroeletrônico? Quais as motivações para o descarte desses equipamentos? As ações desenvolvidas por instituições no sentido de minimizar os problemas decorrentes do descarte incorreto do lixo eletrônico são conhecidas pela comunidade? Na tentativa de responder a essas questões, o presente trabalho procurou captar, por meio de questionários, a percepção da população de Belo Horizonte quanto ao descarte do lixo eletrônico de suas residências. Os resultados apontaram que a maioria dos entrevistados não conhecia locais aptos na cidade a receber seu lixo eletrônico. Essa proporção é preocupante, uma vez que 85% dos inquiridos declararam possuir 11 anos ou mais de estudos, o que implica, a priori, maior acesso a todo tipo de informação. Esse fato se reflete nos dois principais destinos dados aos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos no município, onde 36% dos entrevistados doam os EEE que não os satisfazem mais, transferindo a responsabilidade do descarte para outra pessoa, geralmente de menor poder aquisitivo, e 34% afirmaram ser o lixo comum o único destino dos aparelhos sem utilidade de suas residências.

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Artigos
Biografia do Autor

Valdilene S. Siqueira, Universidade Federal de Minas Gerais

Valdilene é atualmente graduanda do curso de Engenharia Ambiental da UFMG.

Denise Helena França Marques, Associação Brasileira de Estudos Populacionais

Denise Marques possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Minas Gerais, doutorado em Demografia pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (CEDEPLAR) da UFMG e Pós-doutorado pelo Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental também da UFMG. Atualmente, trabalha como pesquisadora Pós-Doc (Capes) junto ao programa de pós-graduação do Departamento de Engenharia Hidráulica e Recursos Hídricos da UFMG. (Texto informado pelo autor)