INTERAÇÃO DO LÍQUEN Cladonia verticillaris COM SOLO DE SUA ÁREA DE OCORRÊNCIA

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Ricardo Ferreira da Silva
Patryk Melo
Fernando de Oliveira Mota-Filho
Nicácio Henrique da Silva
Eugênia Cristina Gonçalves Pereira

Resumo

Liquens produzem substâncias capazes de interagir com seu substrato rochoso ou solo modificando-os quimicamente, formando quelatos. Quando sob a influência de fonte exógena de nitrogênio, algumas espécies produzem suas substâncias em maior teor, incrementando a percolação desses produtos, favorecendo a interação com seu substrato. Neste trabalho avaliou-se a capacidade do líquen Cladonia verticillaris interagir com o solo de sua área de ocorrência e, a possível interferência de fonte nitrogenada na forma de uréia como ativadora da síntese de substâncias modificadoras desse substrato. Experimentos foram montados com amostras do líquen e solo a elas subjacente, que foram periodicamente, até 150 dias, analisados a partir de seus extratos brutos por cromatografia em camada delgada. Os resultados demonstraram que o líquen produziu seu principal composto, o ácido fumarprotocetrárico (FUM), por todo o período. A fonte nitrogenada influenciou no aumento da síntese do FUM, bem como acúmulo de substâncias intermediárias de sua biossíntese. Estas substâncias foram também encontradas nas amostras de solo, tanto na forma natural como oxidadas ou reduzidas, indicando interação de C. verticillaris com seu substrato. Este teve seu pH diminuído e modificação nos teores de Al e H, sobretudo nos experimentos sob influência da uréia.

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Seção
Artigos
Biografia do Autor

Ricardo Ferreira da Silva, UFPE

Geógrafo com mestrado em Geociências, com ênfase em Geoquímica Ambiental.

Patryk Melo, UFPE

Geógrafo com mestrado em ciências nucleares. Trabalha com efeitos da radiação sobre liquens e seus efeitos sobre solos.

Fernando de Oliveira Mota-Filho, UFPE

Geógrafo com mestrado em Geografia e doutorado em Geociências, com ênfase em Geoquímica Ambiental. Direciona suas pesquisas para a desertificação e ação de liquens sobre o solo e biomonitoramento.

Nicácio Henrique da Silva, UFPE

Engenheiro Químico, com mestrado e doutorado em Química de Produtos Naturais. Atua na área da liquenologia.

Eugênia Cristina Gonçalves Pereira, UFPE

Geógrafa, com mestrado e doutorado em Biologia, atua nos Programas de Pós-Graduação e Graduação em Geografia e BIologia da Universidade Federal de Pernambuco. Dirige suas pesquisas na área ambiental, com ênfase aos liquens como bomonitores, formadores e transformadores de solos, ou atuando na sua biorremediação.