EFEITOS E PROCESSOS DE (DES)TERRITORIALIZAÇÃO NA IMPLANTAÇÃO DA UHE DE AIMORÉS (MG)

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Rene Gonçalves Serafim Silva
Vicente de Paulo da Silva

Resumo

O presente artigo objetiva elucidar os efeitos e processos de desterritorialização que ocorreram com a implantação da usina hidrelétrica de Aimorés na bacia do Rio Doce, em Minas Gerais. Em um primeiro momento é feita toda a discussão teórica que embasa esta pesquisa, e em seguida abordam-se as transformações socioespaciais que incidiram sobre os municípios atingidos com base nas informações divulgadas pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), além de relatos de moradores deslocados compulsoriamente pelo empreendimento para outras áreas. O procedimento metodológico adotado foi o levantamento teórico de autores que trabalham tanto com a temática dos Grandes Projetos de Investimento quanto os conceitos e abordagens de território e desterritorialização, para compreender a relação intrínseca que estes possuem. Foram analisadas, também, as notícias divulgadas pelo MAB em ordem cronológica de acontecimentos, para compreender a luta dos atingidos por melhores condições de reassentamento. Posteriormente, focou-se na análise do empreendimento hidrelétrico, seu histórico de concessão até o momento atual, tendo sido realizado um breve histórico da constituição da usina. Por fim, foram apontadas observações importantes acerca dos processos de desterritorialização que ocorreram com os moradores da região, principalmente dos três municípios atingidos, desterritorialização esta que ultrapassa a questão tão somente físico-territorial, chegando aos territórios simbólico-afetivos que permeiam a sociedade.

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Seção
Artigos
Biografia do Autor

Rene Gonçalves Serafim Silva, UFU

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Geografia - UFU - Bolsista FAPEMIG

Vicente de Paulo da Silva, UFU

Professor Doutor do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGeo) - UFU