MACROALGAS E QUALIDADE DA ÁGUA NA BACIA DO ALTO RIO NEGRO - MUNICÍPIO DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA (AM).

  • Domitila Pascoaloto Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
  • Sérgio Roberto Bulcão Bringel Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
Palavras-chave: Algas, Limnologia, Amazônia Central.

Resumo

Foram investigadas as comunidades de macroalgas do rio Negro, no município de São Gabriel da Cachoeira. Em setembro/2007 foram visitados cinco sítios amostrais, próximos à sede da cidade; em Março/2008 foram investigados oito sítios amostrais, entre a comunidade Amium (hemisfério norte) e a sede da cidade (hemisfério sul); em agosto de 2008 foram investigadas as comunidades de macroalgas e a qualidade da água do rio Negro e onze afluentes, entre os rios Içana (hemisfério norte) e Marie, no hemisfério sul; em abril/2009 foram coletadas macroalgas e água no rio Negro e em igarapés de água com tonalidade vermelha, na sede da cidade; em maio/2009 foram feitas coletas de água no rio Negro entre a comunidade de Cucuí, onde o rio Negro entra no Brasil e a sede do município. As águas dos locais apresentaram características típicas de rio de "água pretaâ€: pH ácido (< 5,5), condutividade elétrica baixa (< 13 µS/cm) e foram bem oxigenadas (> 6,0 mgO2/L). As entidades ecológicas de macroalgas observadas pertenceram aos gêneros Batrachospermum Roth (Batrachospermaceae, Rhodophyta); Microspora Thuret (Microsporaceae, Chorophyta), Oedogonium Link ex Hirn (Oedogoniaceae, Chorophyta); Oscillatoria Vaucher ex Gomont (Oscillatoriaceae, Cyanophyta); Phormidium Kützing ex Gomont (Phormidiaceae, Cyanophyta); Spirogyra Link (Zygnemaceae, Chlorophyta); Tabellaria Ehrenberge ex Kützing (Fragilariophyceae, Bacillariophyta). Na sede da cidade, a macroalga mais freqüente (50% dos registros) foi Spirogyra spp.. Foram encontradas macroalgas com hábitos eplilíticos e efíticos Gametófitos de Batrachospermum spp. foram observados em três sítios amostrais (em troncos ou rochas) em setembro/2007, período de águas mais baixas, porém não foram encontradas macroalgas nesses locais em março/2008, quando o rio estava mais cheio. No entanto, em agosto de 2008, quando o rio também estava em período de águas altas, foram observados, em fragmentos rochosos na orla da sede do município, filamentos férteis de Batrachospermum sp. em estágio juvenil, o que impediu a identificação da espécie. Em abril e maio2009 o rio estava com águas baixas e não foram observados gametófitos dessa macroalga, apenas carposporófitos estiveram presentes.

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Biografia do Autor

Domitila Pascoaloto, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
Pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquiisas da Amazônia. Possui formação em Ciências Biológicas pela USP, Campus de Ribeirão Preto. Mestrado em Ciências, área de cconcentração Biologia Vegetal, pela UNESP, campus de Rio Claro. Doutorado em Ciências, área de concentração Biologia de Água Doce e Pesca Interior, pela UFAM/INPA.
Sérgio Roberto Bulcão Bringel, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
Pesquisador do Instituto Nacional de Pesquiisas da Amazônia. Possui formação em Química pelo ICE. Mestrado em Energia Nuclear na Agricultura, USP. Doutorado em Agronomia (Solos e Nutrição de Plantas), USP/ESALQ.
Publicado
2011-01-02