Formas de aplicação de inoculante e seus efeitos na cultura da soja

  • Santiel Alves Vieira Neto
  • Fábio Ribeiro Pires
  • Carlos César Evangelista Menezes
  • Alessandro Guerra Silva
  • Renato Lara de Assis
  • Gilson Pereira Silva
  • June Faria Scherrer Menezes

Abstract

O uso de inoculantes na cultura da soja tem sido uma tecnologia frequentemente recomendada para viabilizar a producao de graos. Atualmente, tem-se difundido a aplicacao de inoculante no sulco de semeadura na cultura da soja, todavia, sao necessarias informacoes que comprovem sua eficiencia em diferentes ambientes. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a viabilidade da aplicacao de inoculantes na cultura da soja, via semente e sulco de semeadura, em solo ja cultivado e nao cultivado com a cultura da soja. Foram conduzidos dois experimentos a campo, seguindo a mesma metodologia e tratamentos, porém em dois locais distintos, com e sem cultivo anterior de soja, implantados em dezembro de 2004. Foram testados oito tratamentos: 1) inoculacao via semente (inoculante+fungicida+micronutriente), 2) sem inoculacao (fungicida+micronutriente), 3) testemunha (semente pura, sem tratamento), 4) aplicacao no sulco-dose1 (dose recomendada no sulco), 5) aplicacao no sulco-dose2 (duas vezes a dose recomendada no sulco), 6) aplicacao no sulco-dose3 (três vezes a dose recomendada no sulco), 7) sulco-dose1+inoculacao via semente, e 8) adubacao com N (200 kg ha-1 N). Foram avaliados altura de plantas; matéria seca da parte aérea; teor foliar de nutrientes e ao final do ciclo da soja, rendimento de grãos, número de vagens por planta, peso de 100 sementes e teor de N nos grãos. A adubacao com N-fertilizante acarretou maior altura de plantas no solo não cultivado anteriormente com a cultura da soja, e maior quantidade de matéria seca das plantas de soja, tanto no solo já cultivado quanto no solo ainda não cultivado com soja. O rendimento na area já cultivada anteriormente com a cultura da soja não foi afetada pela forma de inoculacao. A aplicacao via sulco mostrou-se como prática viável em razão da semelhança dos resultados obtidos com a aplicacao tradicional, via semente.

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Author Biography

Fábio Ribeiro Pires
Eng. Agronomo pela UFES, e MS e DS pela UFV, fui professor da Fesurv-Universidade de Rio Verde. Atualmente sou professor do Centro Universitário Norte do Espirito Santo/UFES, na área de Solos.
Published
2008-06-04
Section
Artigos