O Quinteto Armorial e sua relação com a modernidade brasileira (1974-1980)

Nívea Lins Santos

Resumo


O Quinteto Armorial se propôs a desenvolver – durante a década de 1970 – uma música de câmara nacional a partir da fusão entre sonoridades populares do sertão nordestino e de cânones da tradição da cultura erudita europeia. De acordo com o Movimento Armorial, especialmente sob a perspectiva de seu mentor Ariano Suassuna, alguns elementos da modernidade tinham o potencial de colocar em risco identidades tradicionais. Nesse sentido, para os armorialistas as grandes indústrias fonográficas, mais integradas à lógica de mercado, incentivavam uma música fundamentalmente comercial e, por isso, deveriam ser problematizadas. Esse foi um dos motivos pelos quais o quinteto se aproximou da gravadora de Marcus Pereira, uma vez que esta se mantinha mais distante da lógica reinante. Neste artigo, buscamos refletir sobre de que forma se construiu o projeto estético do Quinteto Armorial, direcionado à elaboração de um material sonoro mais artesanal e muito próximo da proposta de cultura nacional defendida por Mário de Andrade, que, aliás, foi a base formadora dos pensamentos de Ariano Suassuna e de Marcus Pereira.

Palavras-chave: Quinteto Armorial; Discos Marcus Pereira; Mário de Andrade.


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DOI: http://dx.doi.org/10.14393/ArtC-V19n35-2017-2-14