O riso na corda bamba: o humor na obra de Augusto Boal no exilio

Catarina Sant’Anna

Resumo


Para Vladimir Jankélévitch, os acontecimentos são cada vez menos engraçados na medida em que abrangem regiões mais profundas e mais centrais da existência. Não se brinca com a morte, porque ela mata; brinca-se, porém, de esconde-esconde com as variedades empíricas do perigo. Isto posto, pretendo analisar neste artigo os textos teatrais Torquemada (1971) e Murro em ponta de faca (1978), de Augusto Boal. Escritos pelo autor no exílio, procurarei contextualizar o fenômeno do riso nessas condições particulares. Paralelamente, darei destaque aos temas da identidade, do ser, da alteridade e da angústia.

Palavras-chave: humor negro; teatro político; exílio.


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DOI: http://dx.doi.org/10.14393/ArtC-V19n34-2017-1-10