O lugar das imagens na percepção e entendimento do corpo monstruoso (1550-1750)

  • Palmira Fontes da Costa

Resumo

A literatura sobre seres monstros publicada entre meados do século XVI e do século XVIII evidencia a presença frequente das imagens e o papel relevante que desempenharam na concretização de propósitos distintos, como pode ser observado na descrição visual de ocorrências extraordinárias e nos processos associados à sua validação. As representações visuais tiveram ainda uma função destacada na interpretação de nascimentos de monstros considerados como prodígios, por serem portadoras de um alto conteúdo simbólico. Já nos finais do século XVII e na primeira metade do século XVIII, as imagens passaram também a ser bastante significativas no estudo médico e científico dos seres monstruosos, especialmente no âmbito das actividades e publicações promovidas pela Royal Society of London e a Académie Royale des Sciences de Paris.

Palavras-chave: imagens; monstros; prodígios.

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Biografia do Autor

Palmira Fontes da Costa
Doutora em História da Ciência pela Universidade de Cambridge/Grã-Bretanha. Professora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNL) e do Programa Doutoral em História, Filosofia, Patrimônio da Ciência e da Tecnologia (UNL)/Portugal. Autora do livro The singular and the making of knowledge at the Royal Society of London in the eighteenth century. Newcastle: Cambrige Scholars Publishing, 2009.
Publicado
2016-12-27
Como Citar
da Costa, P. F. (2016). O lugar das imagens na percepção e entendimento do corpo monstruoso (1550-1750). Artcultura, 18(32). Recuperado de http://www.seer.ufu.br/index.php/artcultura/article/view/37066
Seção
Minidossiê: História, Imagem, Ciência & Cultura