Fernando de Azevedo: um sujeito do afeto

  • Raquel Discini de Campos UFU
  • Norma Discini USP
Palavras-chave: Fernando de Azevedo, Ethos, Intelectual da educação, Afeto e efeito de sentido

Resumo

O presente artigo analisa a crônica A graça do amor e da fé (sobre um manuscrito de minha mãe), publicada pelo intelectual Fernando de Azevedo no jornal O Estado de S. Paulo, no ano de 1955. A crônica diz respeito à vida e à morte de Sara Lemos Almeida de Azevedo. A partir da análise crítica desse escrito, e à luz da Retórica, de Aristóteles, discutimos o ethos de um filho amoroso e grato (cujo discurso é articulado pela visada de um “observador sensível”), bem como o ethos do intelectual da educação, que problematiza práticas relacionadas ao campo educacional (cujo discurso é articulado pela visada de um “observador social” imprimida no relato feito sobre as ações pedagógicas da própria mãe). Assim se fundam nessa crônica os papéis sociais e os individuais desse sujeito: papéis concomitantes e entrecruzados na constituição do corpo discursivo da crônica.

Palavras-chave: Fernando de Azevedo. Ethos. Intelectual da educação. Afeto e efeito de sentido.

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Biografia do Autor

Raquel Discini de Campos, UFU

Doutora em Educação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp-Araraquara). Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Norma Discini, USP

Doutora em Linguística pela Universidade de São Paulo (USP-SP). Professora do Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP-SP.

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Publicado
2019-12-18
Como Citar
Campos, R. D. de, & Discini, N. (2019). Fernando de Azevedo: um sujeito do afeto. EDUCAÇÃO E FILOSOFIA, 33(67). Recuperado de http://www.seer.ufu.br/index.php/EducacaoFilosofia/article/view/47901
Seção
Dossiê Intelectuais entre a educação, a ciência e a política: abordagens